Tipos de Virtualização

Bom, já falamos em outros artigos sobre diferença entre Cloud Computing e Virtualização, falamos de dicas e boas práticas para gerência de um projeto em virtualização e acredito que seja apropriado agora falar sobre os tipos de virtualização.

 

Como muitas vezes há confusão em saber o que é cloud e o que é virtual, é bastante comum também confundir os três principais tipos de solucões de virtualização dentro de infraestrutura de TI. Isso acaba gerando problemas na execução de um projeto, bem como exemplificado em meu artigo X.

 

Há basicamente três tipos de soluções em virtualização que atender a infraestrutura de TI, que são:

 

  • Virtualização de servidores (Hypervisor);
  • Virtualização de aplicativos;
  • Virtualização de desktops.

 

Antes de detalhar cada solução, vale a pena definir exatamente o que é o conceito de virtualização:
O que é virtualização???
A resposta acadêmica mais adequada para esta pergunta é:

 

Abstração de uma camada fisíca para múltiplas camadas lógicas.</>

 

Em outras palavras, virtualização é a soluções/conceito de ter uma unidade de algo e logicamente (durante seu funcionamento/produção) ter múltiplas unidades.

 

Se for realizado uma boa análise das soluções em TI no decorrer dos anos, teremos a certeza de que já utilizamos este conceito há muito tempo, posso exemplificar com 2 soluções utilizadas em praticamente todos ambientes de TI que conheço, uma delas inclusive é muito utilizado em computadores domésticos, que são VLANs e Particionamento de Disco, conforme podemos ver nas imagens abaixo:

 

fig2 fig1

 

No caso de VLANs, seu funcionamento basicamente resumi-se em ter uma unidade de switch e um númeri determinado de portas (12, 24, 48) e logicamente criar N redes distintas, algo muito utilizado em infraestruturas de TI seguimentadas, com redes distintas para produção, gerência e homologação por exemplo.

 

Já no caso do particionamento, ação conhecida e bastante utilizada também por público doméstico durante instalação de um sistema operacional, onde o HD de 500GB por exemplo é divide em duas partições lógicas (C e D), sendo uma para arquivos de sistemas e outra para documentos diversos, trazendo assim um nível de segurança e acessibilidade.

 

Sabemos agora que o conceito de virtualização e usado desde os tempos modernos da TI, porém sem a nomenclatura utilizada hoje. Vamos agora entender as princípais diferenças e aplicações dos três tipos de virtualização mais utilizados em infraestrutura de TI.

 

VIRTUALIZAÇÃO DE SERVIDORES

 

Conhecidos como hypervisor, são sem dúvida o mais usado entre os três, tem como líder do mercado a solução ESX (Vsphere) da Vmware, porém grandes concorrentes de ponta como XenServer (Citrix System) e Hiper-V (Microsoft).

 

O hypervisor é um sistema operacional funcional, ou seja, ele substitui integralmente aquele padrão de instalação dos sistemas operacionais convencionais, como Windows Server, Linux, Novell e etc, como podemos ver na imagem abaixo:

 

fig3

 

Conforme podemos ver no desenho da solução da Vmware, há uma camada de virtualização substituindo o sistema operacional tradicional, que proporciona, através de sua tecnologia, criar múltiplas máquinas virtuais, totalmente independente de seus recursos.

 

Existe N vantagens e discurssos comerciais para aderência desta solução, desde ganhos em econimia de energia, espaço físico, tempo X foco, green it, mas para mim, o mais importante de todos é o ganho em performance.

 

Pegamos por exemplo um Windows Server 2008 R2, que sera instalado para prover solução de sistema diretório (Active Directory), DNS e DHCP, obviamente, seus recursos serão focados para prover estas funções, não fazendo uso de todos os recursos do hardware, sem falar também, que muitas vezes, por conta de serviços conflitantes, e necessário a criação de vários servidores em hardware distintos. É provado, através de testes e pesquisas, que quando utilizado um sistema operacional tradicional, a utilização dos recursos físicos do hardware chega no máximo à 20%, tornando assim seu investimento caro e sem uso total.

 

Quando utilizado uma solução de hypervisor, seu aproveitamento de recursos do hardware sai dos 20% para 80 ou 90%. Isso acontece pois o hypervisor tem por essência esta função, de prover todos os recursos e gerenciar seu funcionamento, provendo também outras soluções, como quebra da incompatibilidade de recursos  no mesmo servidor, pois é possível criar N servidores virtuais em um único hardware.

 

Essas são algumas das vantagens na solução de hypervisor, onde também cada fabricante tem características particulares para oferecer.

 

VIRTUALIZAÇÃO DE APLICATIVOS

 

Prática pioneira da Citrix System, com soluções para esta demanda deste 1996 com o Citrix (Winframe) Metaframe. Com o passar dos anos foi apresentado grandes melhorias, como acesso WEB, acesso seguro e legado, e grandes concorrentes foram ganhando Mercado.

 

Em meados dos anos 90 a empresa americana Citrix System desenvolveu e apresentou ao mercado seu produto inovador, um produto capaz de “virtualizar” aplicações, seja ela qual for, com a apenas a premissa de a mesma ser uma aplicação multiusuário, veja desenho:

 

fig4

 

Basicamente, virtualização de aplicações é a possibilidade de acessar, utilizar e ser produtivo as aplicações de forma remota, sem a necessidade da instalação da mesma na máquina na qual pode estar usando. Primeiramente, este acesso era feito apenas em LAN ou através de VPN, sendo obrigado a configuração de um cliente, como se fosse um daqueles discadores antigos de internet via ADSL Modem, mas com o surgimento do mundo Web, hoje é possível o acesso via internet, de forma simples, fácil e segura, com possibilidades até de acessos mobile através de smartphones e tablets.

 

Seu funcionamento é bastante simples, hoje em um ambiente tradicional corporativo, a arquitetura técnica dos aplicativos é descentralizada, ou seja, cada máquina tem seu “arsenal”de aplicativos instalados localmente, como podemos ver na imagem abaixo:

 

fig5

 

Já no ambiente virtualizado esta arquitetura é diferente. É criado servidores onde serão centralizados todos os aplicativos do ambiente, a partir de sua tecnologia estes aplicativos são entregues, seja em LAN ou WAN de forma segura e performática, veja na imagem abaixo:

 

fig6

 

Todo o processamento é realizado nos servidores onde foram instalados os aplicativos,  desta forma o acesso é rápido e bastante seguro, tornando bastante possível o acesso de devices destintos, como por exemplo, o acesso de aplicativos de legado Miicrososoft, como Office, Dynamics e etc, em dispositivos com Android, IOS, Linux e ThinClient.

 

Além do Citrix XenApp (antigo metaframe) existem outros fabricantes com esta solução, como Tarantela, Go-Global e Windows Server, com features de publicação de aplicativos, porém o Citrix neste quisito é líder e contém o produto mais estável e performático.

 

VIRTUALIZAÇÃO DE DESKTOP

 

O caçula do mundo de virtualização, porém o grande inovador e de ótima aceitação. Produtos como Citrix XenDesktop e Vmware View além de melhorar o dia-a-dia do TI, tráz mobilidade, flexibilidade e produtividade para o negócio.

 

Com aceitação das soluções de virtualização de servidores e aplicativos, surgiu a necessidade de ampliar este conceito, e juntamente com a demanda do mercado de TI e a velocidade das áreas de negócios, surgiu a virtualização de desktops.

 

Seu conceito é baseado no funcionamento da virtualização de aplicativos, porém sua centralização é realizada em um hypervisor e seu dado centralizado são desktops, ou seja, em um ambiente com desktops virtuais, o Windows Professional (por exemplo) não fica mais instalado localmente, mas sim, instalados na solução de hypervisor e distribuido, através de diretrizes, por um broker centralizador, veja imagem abaixo:

 

fig7

 

A entrega dos desktops para  o usuário pode ser via MAC Address de sua estação, sendo ela um desktop convencional, um notebook, thinclient ou até mesmo um desktop sem uso de HD (o boot pode ser realizado via PXE) ou via web, que possibilidade acesso de desktop virtual via internet, sem a necessidade de VPN ou clients específicos de acesso externo.

 

Hoje, empresas como engenharias, construtoras, call center e empresas que necessitam de acesso importantes de profissionais estratégicos, utilizam fielmente soluções de virtualização de desktop. Podemos ter o exemplo de uma construtora que contém um time de engenheiro em obras fora de sua sede, com apenas um container, um link (banda larga ou 3G) já trabalham como se estivessem localmente no escritório, e podem até usar ThinClient como seu desktop, economizando energia e alguns caso geradores.

 

Foi esta solução que tornou possível e bem acessível o conceito BYOD – Bring Your Own Devive, onde a empresa não dita que tipo de device o usuário terá, ele pode por exemplo trazer seu notebook ou tablet pessoal, e através do Citrix XenDesktop, por exemplo, o desktop que ele trabalhará será entregue de forma virtual, ou por exemplo, é possível trabalho 100% produtivo via home office.

 

Hoje o líder neste seguimente, seguindo o exemplo da virtualização de aplicativos, é a Citrix System, por conta de seu pioneirismo e assembly de seu protocolo (ICA-TCP), mas a Vmware está logo atrás com o Vmware View (PC-over-IP).

 

Bom, basicamente são as três principais  soluções mais utilizadas no mercado, e mesmo com seu crescimento há muito dificuldade em seu entendimento, onde é gerado desconfiança  e como já comentado e outros artigos, é desenhado ou desejado por empresas uma solução de virtualização onde outra seria a aderente à sua necessidade.

 

Fonte: http://www.tiespecialistas.com.br/2013/03/tipos-de-virtualizacao/

.